INSEGURANÇA

Polícia Civil tem déficit de 900 agentes em início de carreira

Em vídeo gravado para TRNOTÍCIA, presidente do Sinpolpi afirma que situação é drástica

16/06/2021 08h30Atualizado há 3 meses
Por: Redação
Fonte: Sinpolpi
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Toni Boson, policial civil e presidente do sindicato da categoria: déficit na carreira inicial
Toni Boson, policial civil e presidente do sindicato da categoria: déficit na carreira inicial

O presidente do Sinpolpi (Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Piauí), Toni Boson, gravou um vídeo, a nosso pedido, relatando a situação em que se encontra o sistema de segurança do estado, atualmente, do ponto de vista dos policiais civis.

Ele disse que existem, em atuação, na terceira classe, inicial do sistema, apenas 100 agentes de polícia. No entanto, a previsão é de que sejam 900 agentes em campo.

"O déficit é de 800 policiais civis apenas no início da carreira, o que é uma lástima", disse Boson, no diálogo mantido com a reportagem, e que ele reforça na gravação.

O líder sindical falou que a situação é ainda mais preocupante porque o governo fez concurso, alguns anos atrás, para 250 agentes no cadastro de reserva. "Isso significa dizer que não existe qualquer obrigação de chamamento. O cadastro existe, os agentes foram aprovados e devidamente treinados. Mas o governo não se obriga em convocar", salientou o presidente do Sinpolpi.

Toni Boson disse ainda que outros estados, pressionados pelo crime, decidiram investir recursos na segurança pública. O Piauí segue na contramão da história. E dos fatos. "Sabemos que já existe em território piauiense, concentrado nas principais cidades, a presença de elementos do PCC (Primeiro Comando da Capital) e Bonde dos 40", enfatizou. "E o que o estado tem feito para combatê-los?!"

PCC e Bonde dos 40 são algumas das facções criminosas mais cruéis do país. Teresina e outras cidades do entorno tem registrado crimes com requintes de crueldade. Houve casos de pessoas que foram filmadas cavando a própria sepultura, ato contínuo foram executadas a tiros e enterradas em cidades como Timon/MA, que faz parte da Grande Teresina, e na periferia da capital.

O objetivo é fazer com pessoas ligadas aos esquemas se mantenham fieis aos mesmos.

"Tudo isso diante da grande omissão do poder público, a que compete cuidar da segurança do cidadão. Embora reconheçamos que tenham sido restabelecidas as vagas para os cargos de peritos policiais." (Toni Rodrigues)

Assista ao vídeo:

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