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Política REAGENTE

Covidão: Preso em Teresina o empresário Ronaldo Alves da Silva, da empresa Prodlab

Prefeituras são suspeitas de terem desviado recursos destinados a combater Covid 19 no interior do Piauí; foi cumprido mandado de prisão

25/02/2021 07h59 Atualizada há 2 meses
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Por: Redação
Policiais federals cumprem determinação da Justiça Federal em Picos
Policiais federals cumprem determinação da Justiça Federal em Picos

Preso hoje pela manhã o empresário Ronaldo Alves da Silva, da empresa Prodlab Produtos Laboratoriais. Ele é investigado na Operação Reagente II, que cumpre 10 mandados de busca e apreensão e um de prisão em Teresina, Picos, Arraial e Isaías Coelho.

O empresário foi preso em sua residência, em Teresina. Os policiais cumpriram mandado expedido pela Justiça Federal de Picos. Desde o ano passado que a empresa vem sendo investigada. Em 13 de julho passado o Ministério Público Federal ingressou com ação civil pública pedindo anulação do contrato entre a Prodlab e a prefeitura de Picos, na gestão do Padre Walmir.

O Tribunal de Contas do Estado identificou irregularidades no contrato com dispensa de licitação. Foram utilizados, segundo os técnicos do TCE/PI, orçamentos fraudados para escolher a proposta mais vantajosa para aquisição direta de testes rápidos. Isso fez com que o contrato fosse direcionado para a empresa, apesar da mesma não ter praticado os melhores preços.

_DELEGADO EXPLICA O CASO

“O mandado de prisão preventiva foi cumprido contra o dono da empresa vencedora dos processos de licitação suspeitos”, disse o delegado Alexandre Chaves de Andrade, delegado regional executivo da Polícia Federal no Piauí. Ele disse ainda que o inquérito investiga desvio de recursos púbicos, fraudes em licitação, propostas fictícias, superfaturamento de preços e indícios de corrupção ativa e passiva.

A PF está cumprindo na manhã desta quinta-feira dez mandados de busca e apreensão e um empresário foi preso, suspeito de participar de esquema de corrupção envolvendo recursos de combate a pandemia do novo coronavírus. "Os crimes investigados são de associação criminosa, dispensa indevida de licitação, desvio de recursos e ainda corrupção ativa e passiva", disse o delegado.

Assista ao vídeo do delegado Alexandre abaixo:

_PARCERIA COM TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

A Polícia Federal no Estado do Piauí, em parceria com o Tribunal de Contas do Estado - TCE/PI, deflagrou, nesta quinta-feira (25), a Operação REAGENTE II visando reprimir o desvio de recursos públicos destinados ao combate do novo coronavírus nos municípios de Arraial/PI e Isaías Coelho/PI. Foi cumprido mandado de prisão em Teresina. O nome do preso ainda não foi divulgado. Segue em instantes.

A primeira fase da operação, deflagrada em julho de 2020, apurou desvio de recursos públicos destinados aos municípios de Picos/PI, Bom Jesus/PI e Uruçuí/PI, dentre outros, cujo prejuízo estimado ultrapassa mais de R$ 1,3 milhão com a presente fase.  

Assista abaixo vídeo com as primeiras imagens da operação:

No curso das investigações da presente etapa, foram identificadas fraudes em processos de dispensa de licitação com a utilização de propostas fictícias e superfaturamento em contratos firmados pela mesma empresa com os municípios de Arraial/PI e Isaías Coelho/PI, bem como indícios da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva.  

Nesta fase, estão sendo mobilizados 40 policiais federais e 3 auditores do TCE/PI para o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão nas cidades de Teresina, Picos, Arraial e Isaías Coelho, bem como 1 mandado de prisão preventiva, todos expedidos pela Vara Única da Justiça Federal de Picos/PI. As medidas objetivam a garantia da ordem pública, conveniência da investigação, evitar a reiteração da prática delitiva e colher novos elementos de prova que permitam a individualização de conduta dos envolvidos. 

Os investigados poderão responder, na medida de suas culpabilidades, pelos crimes de associação criminosa (art. 288 do CP), desvio de recursos públicos (art. 312 do CP), dispensa indevida de licitação (art. 89 da lei 8.666/93), corrupção ativa (art. 333 do CP) e corrupção passiva (art. 317 do CP), cujas penas somadas podem chegar a 110 anos de reclusão. (Da Redação)

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