CRIME

Temido pistoleiro é morto no Piauí; confira história completa

José Maria Chaves foi causador da chacina do Posto King e foi morto em confronto com a polícia

28/08/2021 07h08
Por: Redação
Fonte: Toni Rodrigues Além da Notícia
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José Maria Chaves: frio e calculista, perdia controle quando embriagado (Foto Jornal O Dia)
José Maria Chaves: frio e calculista, perdia controle quando embriagado (Foto Jornal O Dia)

José Maria Chaves era um homem frio e calculista. “Eu diria até que era um homem muito calmo”, disse o perito Delfino Vital de Araújo, numa longa entrevista ao autor destas linhas, no começo dos anos 2000. “Quem o visse jamais imaginaria que ele fosse capaz de tantos desmandos.” 

Vital Araújo lembrou que, certa vez, o intimou para prestar depoimento sobre um caso no qual figurava como acusado. O depoimento estava marcado para as quatro horas da tarde. José Maria chegou por volta de uma e meia. “Ele estava esperando tranquilamente embaixo de uma árvore em frente ao distrito”, complementa. “Ele se julgava sempre o dono da situação. E tinha motivos para isso, ancorado na própria violência.”

Alguns anos depois da chacina do posto King (veja aqui), o pistoleiro estava na residência de uma amante localizada na avenida Valter Alencar, à altura da rua Amarante, onde, embriagado, aprontou várias confusões. Alguém telefonou para a polícia comunicando o fato e avisou: “Venham com cuidado, pois é o José Maria Chaves.” 

O pistoleiro era bastante temido. Ele tinha matado um delegado e vários policiais. “Ele não podia beber que perdia completamente o controle. Se transformava no oposto daquele homem aparentemente calmo que ninguém imaginaria ser capaz de cometer um crime”, ponderou Vital Araújo, que já é falecido.

Sob o comando do sargento Sátiro Lopes, a radiopatrulha se deslocou para o local da confusão. Lá chegando, não contaram conversa. Deram voz de prisão ao elemento, que, segundo o relato policial, resistiu de arma em punho. Ele trazia consigo sempre dois revólveres Smith &Wesson. José Maria Chaves foi morto com vários tiros.

“Seu corpo ficou parecendo uma peneira”, lembra o jornalista Pedro Alcântara, que à época atuava como repórter policial. Vital Araújo fez a perícia e foi entregar o corpo à família. “Hoje, reconheço que me arrisquei muito. Havia um clima de muita animosidade na casa do Zé Maria. A família estava em polvorosa”, diz. (Toni Rodrigues)

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