OBRA INACABADA

Adutora do litoral: Empresário recebe adiantado e agora não quer devolver o dinheiro

Situação é gravíssima e requer pronta intervenção das autoridades competentes

23/10/2021 09h48Atualizado há 1 mês
Por: Redação
Fonte: Toni Rodrigues
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Obra de adutora está sendo feita há vários anos
Obra de adutora está sendo feita há vários anos

 

 

Mais uma obra inacabada e que o governo do estado pretende inaugurar. Trata-se da Adutora do Litoral. Mesmo sabendo que isso representa prejuízo para a população. E, mais do que isso: prejuízo para a obra em si, tendo em vista o desgaste acentuado ao longo do tempo de materiais que foram sendo estocados e não utilizados.

 

No entanto, outra situação gravíssima envolve a mencionada obra. O governo teria pago adiantado R$ 6 milhões, uma verdadeira fortuna, para a empresa Terracom - Terraplanagem e Construções Ltda. Esse tipo de pagamento não pode ser feito sob nenhuma hipótese. A não ser, claro, ao arrepio da lei.

 

No radar das autoridades investigativas, o governo decide outra coisa agora. Solicita que os proprietários da Terracom devolvam o dinheiro, mesmo que seja parcelado. A empresa pertence aos empresários Francisco Tadeu Barbosa Rodrigues, João da Silveira Terto e José Terto Filho.

 

Por meios informais, o Executivo estadual mandou avisar que o contrato seria rescindido e que os boletos para o pagamento da devolução dos valores antecipados já estariam confeccionados e à disposição dos proprietários da empresa. No entanto, os empresários mandaram avisar que não têm como devolver. Parte considerável dos recursos já teria sido aplicado.

 

A situação é grave. E o governo nega. Mas tudo indica que um dos proprietários da Terracom está disposto a se pronunciar publicamente, tamanha a sua indignação frente ao caso. Ele afirma a interlocutores que o objetivo de toda essa balbúrdia seria “ajeitar” a empresa Construtora Jurema, pertencente à família do senador Marcelo Castro (MDB).

 

Os recursos para construção da Adutora do Litoral foram obtidos junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Finisa (Financiamento da Infraestrutura), este financiado na Caixa Econômica Federal.

 

De acordo com o IDEPI (Instituto de Desenvolvimento do Piauí), 80% do total das obras já estão concluídas. Ao todo, serão cerca de 82,44 km de extensão, 04 elevatórias, 15 unidades de reservatórios e 1 unidade reservatório pulmão, com capacidade de 3.540m3 de água tratada, pronta para consumo da população.

 

O Idepi tem sido um foco de escândalos no atual governo. O governo afirma que “os recursos a serem investidos na obra são da ordem de R$ 53 milhões, provenientes do PRO Piauí.”

 

Ocorre que o PRO Piauí nem existia quando a adutora começou a ser construída há vários anos. Trata-se de um programa que, segundo críticos do governo, serve apenas para alavancar a malfadada candidatura do secretário de Fazenda, Rafael Fonteles, ao governo do estado. (TR)

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