IBGE

Piauí tem um dos menores índices de qualidade de vida do Brasil

Estado tem a 7ª maior perda de qualidade de vida do país

26/11/2021 12h05
Por: Redação
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Baixo desenvolvimento econômico e perda de qualidade de vida
Baixo desenvolvimento econômico e perda de qualidade de vida

O Piauí conta com um dos menores índices de qualidade de vida do Brasil. A informação é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), num bem elaborado estudo sobre o assunto. O Índice de Perda de Qualidade de Vida (IPQV) evidencia que o Piauí tem a 7ª maior perda de qualidade de vida do país.

 

“Para fazer o cálculo, é feita uma análise conjunta sobre temas relacionados às condições de vida dos brasileiros”, diz o documento. O resultado do indicador varia entre zero e um, sendo que, quanto mais próximo de zero, menos perdas. O IPQV do Piauí é de 0,213.

Para todo o Brasil, o índice é de 0,158. Significa dizer que a população piauiense tem uma qualidade de vida inferior à média brasileira. O melhor IPQV é do estado de Santa Catarina, que obteve o valor de 0,100. Por sua vez o estado com o pior indicador de perda de qualidade de vida da população é o do Maranhão, cujo índice é de 0,260. Os estados com indicadores de perda de qualidade de vida maior que o apresentado pelo Piauí, além do Maranhão, são: Pará (0,244), Acre (0,238), Amapá (0,224), Alagoas (0,218) e Amazonas (0,216).

Foram considerados, para a formação do indicador, os seguintes temas: renda, moradia, acesso a serviços de utilidade pública, saúde, educação, acesso aos serviços financeiros e padrão de vida, alimentação, transporte e lazer e viagem.

Muitos se perguntam, qual o papel do estado nessa situação? De que maneira o governo pode ajudar no desenvolvimento econômico do estado?

Cumpre ressaltar que esta situação ocorre nos anos de 2017 e 2018, período que compreende a gestão petista no estado. Especialistas afirmam que o governo Wellington Dias (PT) poderia ter garantido uma inversão destas condições se aplicasse menos recursos em propaganda enganosa e campanhas políticas permanentes.

“A combinação dos recursos existentes em novos arranjos de implementação de políticas públicas, com a colaboração entre diferentes instâncias de governo e também do setor privado, podem garantir maior agilidade e capacidade na resolução de problemas públicos”, enfatizam. No entanto, a aposta do governo é totalmente contrária a isso, com aumento do endividamento e consequente redução da capacidade de investimento.

MENOR DESEMPENHO ECONÔMICO

O estudo aponta ainda que em razão do elevado índice de Perda de Qualidade de Vida, o Piauí apresenta também um baixo Índice de Desempenho Socioeconômico (IDS). Os dois indicadores são inversamente proporcionais: quanto mais alto o IPQV, mais baixo o IDS, “pois as privações individuais enfrentadas pela população afetam o progresso de toda a sociedade.”

O IDS é mensurado por uma fórmula que considera a renda disponível familiar e as perdas de qualidade de vida da população. O valor do IDS piauiense é o sexto menor do país, calculado em 5,462. Apenas o Maranhão (4,897), Pará (5,099), Alagoas (5,264), Acre (5,318) e o Amazonas (5,357) possuem índices inferiores ao do Piauí. O maior IDS é do Distrito Federal, com o valor de 6,970. O Brasil tem indicador médio de 6,201.

O baixo desempenho do Piauí reflete as s perdas no âmbito do acesso a serviços financeiros e padrão de vida, que envolve despesas com serviços financeiros e empréstimos, avaliação subjetiva da renda familiar e restrições de acesso a eletrônicos e eletrodomésticos. Reflete também perdas na educação; e perdas de qualidade de vida com transporte e lazer; precariedade nas condições de moradia.

Informamos que o espaço desta matéria está aberto para manifestação das autoridades estaduais no sentido de que expliquem, publicamente, as razões deste péssimo desempenho, após tantos anos de uma mesma gestão. E também diante dos massivos investimentos em propaganda que falam totalmente o contrário, de que temos um Piauí desenvolvido e uma população realizada. (Toni Rodrigues)

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