HOSPITAL

Pacientes são agredidos em hospital do governo na cidade de Picos

Segundo a denunciante, já seriam três os pacientes agredidos nas dependências do hospital

05/01/2022 10h37Atualizado há 2 semanas
Por: Redação
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Hospital de Picos: seguranças violentos (Reprodução)
Hospital de Picos: seguranças violentos (Reprodução)

A dona de casa Gabriela Fontes Gomes denunciou que foi agredida por seguranças do Hospital Regional Justino Luz, de Picos, 311 km de Teresina. O hospital pertence ao governo do estado. Ela disse que procurou o hospital no domingo (02) ao sentir um quadro febril.

“Eu estava com febre, dor no corpo e na cabeça, além de muita fraqueza, o que fez com que procurasse atendimento médico na referida unidade de saúde. Meu esposo esteve o tempo todo como meu acompanhante, visto a debilidade em que me encontrava”, relatou a paciente.

“Passei pela triagem, mas no momento não estava com febre porque havia tomado remédio antes de sair de casa. Fui encaminhada para a ala Covid. Lá o segurança pediu que o esposo saísse do local. Ele alegou que não sairia porque eu estava muito fraca e precisaria dele. O segurança perguntou se ele se responsabilizaria caso contraísse a Covid, e meu esposo disse que sim, só não iria me deixar só”, contou a paciente.

Foi quando as agressões iniciaram. Ela disse em áudio divulgado na internet que, minutos depois, chegaram algumas enfermeiras em tom agressivo, ordenando que Marcondes se retirasse do local, mas, mais um vez, ele recusou-se a deixar sua esposa sozinha no estado em que se encontrava. Confira:

“Nesse momento, as enfermeiras chamaram outro segurança, que já veio alterado de onde estava. Ele já chegou mandando meu esposo levantar e Marcondes, mais uma vez, se responsabilizou em ficar comigo, caso contraísse Covid”, disse ela.

Então, o segurança deu um tapa em seu marido, que chegou a derrubar o aparelho celular que estava em suas mãos e, com isso, o mesmo quebrou a tela. “Após o tapa na mão, ele veio com a mão fechada para dar um soco em meu esposo, mas acertou foi em minha testa”, completou Gabriela Fontes Gomes. Ela disse ainda que o marido foi retirado à força.

A paciente contou ainda que foi ameaçada por um outro segurança de farda azul. O mesmo disse para ela que seu colega havia apanhado seus documentos, anotado seus dados e sabia muito bem onde ela reside. “Saí de lá sem atendimento, passando mal, pior do que entrei”, acentuou. Ela e o marido registraram Boletim de Ocorrência na delegacia do município.

OUTRO LADO

A direção do hospital divulgou a seguinte nota (abaixo):

“Sobre o fluxo de atendimentos em decorrência do novo surto de epidemia de influenza na nossa região de Picos, pacientes com síndromes gripais dão entrada pelo setor COVID/Síndrome respiratórias agudas, local esse que não permite acompanhante desde o início da pandemia do COVID-19 e que, portanto tais fluxos precisam ser respeitados pelos pacientes e familiares. A instituição preza pelo cuidado aos nossos doentes e ao mesmo tempo repudia qualquer tentativa de violação das regras da instituição bem como do desrespeito aos profissionais de saúde e ao silêncio necessário em um ambiente de internação hospitalar. Reitera-se também que o caso será levado ao jurídico do hospital para investigação e elucidação completa do caso, prezando sempre pela transparência à sociedade desta instituição que salva várias vidas todos os dias da população de Picos e macrorregião.”

(Toni Rodrigues)

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