MUDANÇAS

Wilson Martins volta para o governo e PSB será guarda-chuva dos dissidentes

Os deputados e políticos que não querem se filiar ao PT devem migrar para o PSB para ficarem no governo

25/03/2021 11h30
Por: Redação
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Wellington e Wilson trocam caloroso aperto de mãos em oportunidade recente: olho no olho (Reprodução)
Wellington e Wilson trocam caloroso aperto de mãos em oportunidade recente: olho no olho (Reprodução)

O ex-governador Wilson Martins, presidente do PSB no Piauí, está ultimando negociações para retornar aos braços do governador Wellington Dias (PT). Os dois foram aliados políticos até dezembro de 2013, quando o PT decidiu romper com o então governador para lançar Dias ao governo no ano seguinte.

O assunto repercute nos meios políticos do estado, haja vista que Martins foi um crítico contundente do PT e do governador até pouco tempo. Inclusive ele disputou duas eleições para o Senado (2014 e 2018) e nas duas foi derrotado. Lideranças petistas como o suplente de deputado Cícero Magalhães o acusaram de ser desonesto, apresentando para tanto uma série de razões.

Uma delas seria a realização de concurso público na Secretaria de Saúde para beneficiar os próprios filhos, que foram aprovados em 1° e 2° lugares no geral. Também na indicação da própria esposa, Lilian Martins, como conselheira do TCE/PI. E ainda por conta da construção de um hospital nas imediações do elevado da avenida Miguel Rosa, zona centro/sul de Teresina.

O vice-prefeito da capital, Robert Rios, disse agora há pouco que não seria empecilho para esse entendimento. Afirmou ainda que Martins tem carta branca para fazer o que bem entender em nome do partido. O ex-governador deve ocupar a Secretaria de Estado do Meio Ambiente em lugar de Sádia Castro, irmã da deputada federal Margareth Coelho (Progressistas). 

Muitos comissionados e lideranças ligados a Margareth já estão sendo afastados do governo de Wellington Dias para abrir espaço aos novos aliados. De acordo com o que se informa, no momento, Margareth não ficaria com o governador. Ela seguiria a liderança do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do seu partido, e que anunciou ser candidato a governador em 2022.

"Wellington Dias é um desastre para o Piauí", repete Ciro Nogueira. Mas alguns de seus antigos liderados devem marchar com Dias. Um deles seria o deputado Hélio Isaías, que já disse olhando para Ciro, em palanque na última campanha eleitoral, que o atual governador sempre atendeu suas solicitações. "Nunca ele me disse não", salientou. Assim, o PSB deverá ser o partido guarda-chuva da próxima eleição. Vai abrigar todas as lideranças aliadas ao governo que pertencem hoje ao Progressistas e que não querem (ou não podem) se filiar ao PT. 

Nossa reportagem não conseguiu falar com o ex-governador sobre o assunto até o fechamento desta matéria. Sabe-se apenas que os fatos elencados na matéria procedem porque houve manifestação de outras lideranças e também de servidores comissionados do estado que estão sendo afastados para dar lugar aos novos correligionários de Wellington. De todo modo, espaço está aberto para Wilson Martins, caso ele queira se manifestar. (Toni Rodrigues)

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