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Polícia ENTREVISTA

Nenhuma hipótese pode ser descartada, diz delegado Baretta

Sobre morte de Firmino Filho, diretor da DHPP afirma que toda morte violenta é inicialmente investigada como crime

09/04/2021 05h28 Atualizada há 2 meses
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Por: Redação
Delegado Baretta: toda morte violenta é tratada como crime (Foto Reprodução)
Delegado Baretta: toda morte violenta é tratada como crime (Foto Reprodução)

Toni Rodrigues/EDITOR

Ao prestar informações sobre as investigações em torno da morte de Firmino Filho, ex-prefeito de Teresina, o delegado Francisco Costa, o Baretta, disse que toda morte violenta, inicialmente, é investigada como crime, portanto, "nenhuma hipótese pode ser descartada." Ele disse ainda que Firmino era uma pessoa muito querida em Teresina e a sociedade exige um esclarecimento. "A polícia está realizando todos os procedimentos da praxe investigatória", declarou Baretta. Leia entrevista a seguir:

Toni Rodrigues - A DHPP está investigando a morte do ex-prefeito como crime. Por quê?

Delegado Baretta - Toda morte violenta, meu caro, é investigada como crime. O ex-prefeito teve inegavelmente uma morte violenta. E a polícia está realizando todos os procedimentos da praxe investigatória. Estão sendo ouvidas pessoas que mantiveram contato com o prefeito no dia de sua morte, um pouco antes dela, nas dependências do próprio Tribunal de Contas da União. Estamos levantando a relação de todas as pessoas que estiveram no prédio do TCU naquele fatídico dia. Uma lista fornecida pelo próprio pessoal da direção, o síndico. Esperamos esclarecer tudo o quanto antes, mas também sem pressa, dentro da normalidade que o caso exige. Estamos trabalhando.

>>> Imagens não seriam do edifício Manhattan River Center

TR - O senhor está presidindo o inquérito?

DB - Na verdade, sou o diretor da Delegacia. O inquérito está sendo presidido pelo delegado Divanilson Sena. Mas todos os passos do inquérito estão sendo seguidos. Temos 30 dias para apresentar conclusões. Se houver necessidade, pede-se uma prorrogação. Mas  acredito que antes disso teremos uma resposta sobre o fato.

TR - Surgiram informações na imprensa de que um funcionário da área de limpeza do TCU em Teresina teria prestado depoimento sobre os últimos momentos de Firmino. Ele teria ido até a sacada do prédio, uma espécie de terraço, tirado os sapatos...

DB - Infelizmente, meu caro repórter, há muitas especulações. Até lamento muito que haja tanta falação sem qualquer provimento em torno de um caso tão grave como é a morte de qualquer cidadão. Ainda mais em se tratando de uma pessoa que tinha com a cidade de Teresina a identificação que tinha o ex-prefeito Firmino Filho. Isso é inegável. As investigações seguem, iremos ouvir todas as pessoas que houver necessidades, quantas forem necessárias, porque o trabalho da polícia é técnico, é abrangente, tem que formar um contexto geral da situação para estabelecer causas possíveis, até que se chegue a uma conclusão. Nada de ilações.

TR - E a hipótese de que ele teria se atirado do edifício?

DB - Nenhuma polícia do mundo investiga uma morte inicialmente como se fosse suicídio. Não podemos. No Brasil, temos o impedimento da lei. O nosso Código Penal estabelece que não há como penalizar esse tipo de situação. De modo que em nenhum momento a gente sequer fala em suicídio no decurso de uma investigação. E até ponderamos que não se deve tratar dessa maneira. Posso te dar um exemplo aqui: digamos que uma pessoa é encontrada morta por afogamento nas águas do rio Parnaíba. Ou Poty, digamos. Não podemos, como polícia, definir que essa pessoa se jogou no rio e por vontade própria se afogou. Nós, primeiro, temos que investigar se houve algum tipo de crime, se a pessoa foi levada até o local ainda com vida, se foi lançada às águas. Depois de investigadas todas as hipóteses é que apresentamos a nossa conclusão. Mas posso te adiantar que nenhuma hipótese é descartada.

TR - Nenhum policial pode chegar e dizer: aqui alguém se jogou, aqui alguém atentou contra a própria vida?

DB - De modo algum. Isso não existe, inicialmente. Trata-se de uma morte violenta. Não existe investigação inicial tratando sobre isso. A gente trabalha de maneira técnica, recolhendo provas, depoimentos, levantando todos os detalhes do local da ocorrência. Isso foi e está sendo feito. A perícia realizou um excelente trabalho no local em que foi encontrado o ex-prefeito, ali na (avenida) Senador Arêa Leão. Nós vamos esclarecer todos os fatos e dar uma resposta para a sociedade teresinense. 

TR - Essas imagens, que foram colocadas na garagem do prédio...

DB - A gente a princípio não pode afirmar que sejam da garagem do edifício Manhattan River Center. Primeiro, temos que solicitar as câmeras, todas as gravações, fazer levantamentos no local, definir pontos em comum com as imagens, e somente então é que se pode dizer: essas daqui são de tal lugar. De modo que estamos requerendo e analisando todas as imagens, não apenas do prédio em que trabalhava Firmino, mas também de prédios vizinhos. Teremos condições de fazer um amplo esclarecimento da situação.

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