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Polícia POLÍCIA FEDERAL

Prefeitos e governadores: PF investiga rombo de R$ 2,1 bi no combate ao Covid

No Piauí, os valores possivelmente desviados podem chegar, num primeiro momento, a R$ 53 milhões

15/04/2021 07h40 Atualizada há 4 semanas
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Por: Redação
Polícia Federal investiga irregularidades: fraudes em licitações, superfaturamento de contratos e desvios de verbas
Polícia Federal investiga irregularidades: fraudes em licitações, superfaturamento de contratos e desvios de verbas

A Polícia Federal está realizando 76 operações em nível nacional sobre desvios na área de saúde, especialmente no combate à pandemia. A informação é da assessoria do órgão.

Cerca de R$ 2,172 bilhões. Estes são os valores dos contratos suspeitos.

Estão sendo realizadas operações envolvendo governadores, prefeitos e auxiliares nos seguintes estados: Roraima, Amapá, Amazonas, Pará, Acre, Rondônia, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Piauí, Ceará, Bahia, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Somente este ano, o governo do Piauí foi alvo de duas operações em menos de 48 horas.

Em janeiro, a PF deflagrou a Operação Campanile, visando investigar fraudes em processos de dispensa de licitações firmados entre a Secretaria Estadual de Saúde e três empresas com recursos destinados ao combate do novo coronavírus. Os recursos possivelmente desviados totalizam R$ 52,725 milhões.

Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nos municípios de Teresina, Joca Marques, Parnaíba, Pelotas (RS) e São Paulo (SP). Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Os materiais, segundo a PF, foram pagos com recursos do Fundo Nacional de saúde e Ministério da Saúde, que totalizam R$ 33.725.000,00.

Dois dias depois foi deflagrada a Operação Onzena para investigar fraudes em processos licitatórios e superfaturamento em contratos públicos firmados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) e Fundação Estatal Piauiense de Serviços Hospitalares (Fepiserh) para a compra de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e de testes rápidos para detectar a Covid-19.

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nas cidades de Timon (MA), Bom Princípio, Picos e Teresina, inclusive na sede da Fepiserh. Dois carros de luxo foram apreendidos.

Os materiais foram pagos com recursos repassados pelo Governo Federal através do Fundo Nacional de Saúde (FNS). O prejuízo identificado pela PF aos cofres públicos é de R$ 19 milhões.

O governo, por meio de notas, negou irregularidades na condução do processo. O governador Wellington Dias (PT) afirmou na mídia parceira que a PF estava realizando espetáculo no Piauí.

_Em todo o Brasil

Foram feitas 147 prisões e 1.160 mandados de busca e apreensão desde o início da pandemia.

As investigações avançaram principalmente sobre os governos de dez estados e tratam sobre fraudes em licitações, superfaturamento de contratos e desvios de verbas.

Outras investigações atingem o governo federal e incluem o presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, isso porque o governo teria recomendado uso de remédios sem eficácia no Amazonas e no Pará.

A primeira operação deflagrada pela PF contra governos estaduais ocorreu em abril do ano passado e investiga um dano de R$ 4,9 milhões ao erário na compra de materiais hospitalares por parte do governo do Ampa, chefiado por Waldez Goez (PDT).

_Governadores afastados

No Pará, Helder Barbalho (MDB) é alvo de apuração sobre compra de respiradores e contratos de organizações sociais. No Amazonas, Wilson Lima (PSC) fez aquisição de respiradores, segundo a denúncia, numa adega.

Wilson Witzel, que está afastado do governo do Rio de Janeiro, é acusado de irregularidades na contratação de organização social para gerir sete hospitais de campanha.

Witzel foi alvo da operação Placebo, em 2020, por suposta irregularidade na contratação da OS Iabas para administrar hospitais de campanha em contratos que somaram cerca de R$ 836 milhões. Foi afastado durante a operação Tris In Idem, realizada em agosto, por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

em Santa Catarina, o governador Carlos Moisés (PSL) foi afastado após ser alvo de investigação pelo gasto de R$ 33 milhões na compra de respiradores. (Toni Rodrigues)

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