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Educação PANDEMIA

Sinte de Floriano rejeita retomada de aulas em 19 de Outubro

Antonio Bernevaldo afirma que escolas não possuem condições; ele falou ainda sobre a questão dos precatórios do Fundef

24/09/2020 10h50 Atualizada há 4 semanas
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Por: Redação
O presidente do Sinte-Floriano ao falar para Jornal da Noite, da TV Tropical
O presidente do Sinte-Floriano ao falar para Jornal da Noite, da TV Tropical

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação, Seccional de Floriano, 261 km de Teresina, Antonio Bernevaldo, fez críticas contundentes ao tratamento que o Governo do Estado vem dispensando aos servidores da Educação. Em entrevista à TV Tropical, ele qualificou como aberração a determinação do governador Wellington Dias (PT) para que os professores retornem às salas de aula a partir de 19 de Outubro, Dia do Piauí. A cidade de Floriano recebe estudantes de várias cidades do entorno.

"O governador decretou o fechamento das escolas quando tinha apenas um caso, quando havia um número mínimo de casos, e agora, de repente, sem qualquer explicação, sem qualquer planejamento, manda que se volte ao trabalho, mesmo havendo toda uma problemática causada pela pandemia", disse ele. "Todos os dias aparecem 20, 30, 50 casos, em cada cidade, então a gente não tem segurança nenhuma para retomar as aulas. Fizemos uma reunião na segunda-feira (21 de setembro) e tiramos um indicativo de não retomar as aulas."

Bernevaldo falou que diariamente ocorrem cerca de 500 casos de Covid 19. Ele questiona a iniciativa do Governo porque não existe nenhuma condição para funcionar num quadro de Pandemia. Segundo ele, as escolas funcionam em condições precárias no período normal. "Num período de Pandemia a coisa é ainda mais grave. Então não tem como voltar do jeito que o governador determina."

PRECATÓRIOS DO FUNDEF - Antonio Bernevaldo disse que o governador está querendo se apropriar indevidamente dos recursos dos professores. Segundo ele, a Lei do Fundeb determina que sejam repassados 60% dos precatórios do Fundef para os professores. "Se o Fundeb é este montante, evidente que o Fundef também tem que ser. Por que não os precatórios? O objetivo é gratificar o professor, é dinheiro que ele deixou de receber no passado, é uma luta nossa, não dá para o governador do estado querer se apossar agora. E nos demais estados."

O professor e sindicalistas disse ainda que o caso do Piauí é especial porque o dinheiro já está em conta. "Não faz sentido o Governo fazer planos para gastar esse dinheiro. Porque nós também temos os nossos planos." A luta agora, de acordo com o sindicalistas, é garantir a derrubada do veto atribuído pelo presidente Jair Bolsonaro (veto n. 48). (Toni Rodrigues)

 

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