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Brasil EDITORIAL

O horror em Saudades

Toni Rodrigues/Jornalista

04/05/2021 19h16 Atualizada há 1 semana
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Por: Redação
Creche de Saudades onde ocorreu a tragédia (Foto Reprodução)
Creche de Saudades onde ocorreu a tragédia (Foto Reprodução)

Terça-feira, 4 de maio de 2021. Este foi um dia trágico em Saudades, em Santa Catarina. Está situada na região metropolitana de Chapecó e tem pouco mais de 9 mil habitantes.

Cidade pequena, portanto. Daí, o peso do ocorrido ser muito maior sobre os ombros de cada um dos seus moradores.

Um jovem invadiu uma creche pela manhã. Estava armado com uma adaga. A princípio, se disse que era um facão. Mas isso não importa. Ele tirou a vida de duas professoras e logo em seguida matou 3 crianças com menos de 2 anos de idade.

Um verdadeiro show de horrores num país fragilizado pela tragédia cotidiana da Covid-19 que já fez suas mais de 400 mil vítimas e a única reação que se tem é uma CPI sem objetivo e que visa apenas holofotes para determinados personagens da cena política brasileira. Os mesmos de sempre, diga-se de passagem.

Lamentável constatar que a morte em sua faceta mais terrível já não consegue sensibilizar quase ninguém. Poucos sofrem e tentam entender o que se passa na cabeça atormentada de um rapaz que simplesmente decide matar.

Argumenta-se, talvez em sua defesa, e logo aparecerão os elementos de rapina para fazer isso oficialmente, que ele teria sofrido bullying na escola. E desde quando isso é justificativa para se tirar a vida de alguém?!

A vida é um dom divino a todo momento desrespeitado, tanto pela negligência de autoridades quanto pela insensatez de políticos. Na tal CPI do Senado apenas discursos, palavras vazias, completamente falsas, de solidariedade fingida.

O espetáculo circense prosseguiu, apesar de tudo. Prossegue, apesar de tudo.

Não podia, de modo algum, ser suspenso para se dedicasse um pouco mais de atenção ao acontecido. Ou mesmo uma solidariedade menos fingida.

O matador tinha armas em casa. Devemos pensar sobre isso. Sobre tragédias anteriores com características semelhantes. Jovens que se armam e se transformam em máquinas mortíferas.

O sujeito de 18 anos é descrito pela polícia como “problemático” e teria se envolvido em confusões na escola, além de maltratar animais. Não seria o caso de monitorá-lo, mas essa concepção muda de figura quando ficamos sabendo sobre a posse das armas. Quantos sabiam disso? As autoridades tinham conhecimento?

E pensar que nos anos 1970 os Estados Unidos suspenderam a série policial SWAT alegando que a mesma instigava a violência. Pense bem. De que violência estamos falando? Será que conseguiremos chegar a algum estágio de civilidade real simplesmente virando as costas para esse tipo de situação?

Antes de tudo, precisamos orientar o discurso e saber separar a violência da criminalidade. Esse rapaz não era um criminoso até praticar esses atos horrendos que o lançarão para a história da pior forma possível.

Mas foi movido por um ímpeto violento que se procura justificar antes de tudo, até mesmo das perdas humanas ali registradas. É essa a violência que se tenta ocultar. Até quando? (Toni Rodrigues)

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