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Política OPERAÇÃO TOPIQUE

Helder Jacobina fugiu de imóvel na tentativa de enganar a Polícia Federal

Casa foi adquirida ao preço de R$ 900 mil por Luiz Carlos, no entanto informou-se valor de R$ 90 mil; presente para Jacobina

13/10/2020 18h25 Atualizada há 2 semanas
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Por: Redação
Ex-secretário de Educação, Helder Jacobina, casa avaliada em R$ 900 mil como propina e fuga para despistar autoridades (Foto/Seduc)
Ex-secretário de Educação, Helder Jacobina, casa avaliada em R$ 900 mil como propina e fuga para despistar autoridades (Foto/Seduc)

O ex-secretário da Educação, Helder Jacobina, abandonou imóvel de sua propriedade, recebido como propina do empresário Luiz Carlos Magno Silva, após a deflagração da segunda fase da Operação Topique, que ocorreu no segundo semestre de 2019. Os procuradores federais do caso tratam como uma fuga para despistar a posse do imóvel. Ou, ao menos, tentar.

Situado na Rua Domingos Soares, n° 3004, Quadra C, Loteamento Parque Sá Menezes, bairro Ininga, em Teresina, a casa está avaliada em R$ 600 mil e foi triangulada com o empresário Marcelo Tajra Caldas, Piauí Representação Comerciais de Produtos Alimentícios Ltda e Piauílog Ltda. O objetivo da triangulação era afastar suspeitas das autoridades. Os três foram denunciados na Operação Topique pelo Ministério Público Federal.

 

 

 

 

>>> Fachada do imóvel ofertado a Jacobina, segundo MPF, pelo empresário LC (Foto/Maps)

A FUGA DE JACOBINA

A fuga empreendida pelo advogado e ex-secretário foi colocada pelo MPF da seguinte maneira: “Helder Sousa Jacobina deixou a casa, certamente para tentar se afastar do bem recebido como produto de corrupção.” O ex-secretário é mais conhecido pelo rumoroso caso da Land Rover com que sua mulher ia deixar e buscar os filhos na escola. A ostentação era visível.

Em meados de 2016, Helder Sousa Jacobina, em razão das funções públicas que exercia na Seduc, recebeu de Luiz Carlos Magno Silva a mencionada casa. Luiz Carlos Magno Silva adquiriu esse imóvel por meio das suas empresas A. Ribeiro Eireli (LC Participações) e Locar Transportes Ltda., pelo valor total de R$ 900.000,00. 

A quantia foi efetivamente paga com uma entrada de R$ 200.000,00 (cheque da empresa Locar) e mais dez parcelas mensais de R$ 70.000,00, com vencimento da última em 22 de abril 2016 (dez cheques da A. Ribeiro Eireli).

>>> Imóvel aparece com três valores diferentes: R$ 90 mil, R$ 600 mil e R$  900 mil - tudo para tentar confundir (Foto/Maps)

A FAMÍLIA DEVIDAMENTE ACOMODADA

Entre 2016 e 2018 a empresa Piauílog Ltda., de Marcelo Tajra Caldas, teve como empregados/contratados Eldisson Pereira Jacobina, pai de Helder Sousa Jacobina, como gerente administrativo, e Danysia de Paiva Holanda Jacobina, esposa de  Helder.

Entre 2018 e 2019, a esposa de Marcelo Tajra Caldas, Leila de Sousa Guardia Caldas, foi sócia minoritária da esposa de Helder Sousa Jacobina, Danysia de Paiva Holanda Jacobina, na academia Powergym (Danysia de P. H. Jacobina Academia Ltda).

Os vínculos pessoais e econômicos entre Marcelo Tajra Caldas e Helder Sousa Jacobina no período dos fatos abaixo imputados são evidentes, explicando o envolvimento do primeiro na ocultação de patrimônio do segundo, que era proveniente de crime.

TRANSFERÊNCIA PARA MARCELO TAJRA

O negócio foi objeto de contrato de compromisso de compra e venda datado de 18 de junho de 2015, tendo como vendedores Raimundo Guilherme Pereira Barros e sua esposa Ethel Maiza Vieira Barros, e como compradora a pessoa jurídica A. Ribeiro Eireli.

No registro imobiliário foi consignada uma transferência diretamente de Raimundo Guilherme Pereira Barros e Ethel Maiza Vieira Barros para o também acusado Marcelo Tajra Caldas e sua esposa Leila de Sousa Guardia Caldas. 

Essa transferência imobiliária, concluída em 14 de agosto de 2017, informava que a casa - que, conforme demonstrado, fora adquirida pelo valor de R$ 90.000,00 por Luiz Carlos Magno Silva - tinha custado R$ 600.000,00 a Marcelo Tajra Caldas. Três valores diferentes. Tudo para tentar confundir.

OS APLICATIVOS ENTREGAM TUDO

Embora todos os pagamentos tenham sido feitos por Luiz Carlos Magno Silva e o registro imobiliário se tenha efetivado em nome de Marcelo Tajra Caldas, em conversas por aplicativo de mensagens entre as esposas de Helder Sousa Jacobina e Luiz Carlos Magno Silva — respectivamente, Danysia de Paiva Holanda Jacobina e Lana Mara Costa Sousa — a compra da casa foi tratada como sendo um negócio feito pelo servidor da Seduc e a sua mulher.

De acordo com o MPF, não consta nenhum registro de que Helder Sousa Jacobina e Danysia de Paiva Holanda Jacobina tenham adquirido uma outra casa na mesma época. Ademais, “é certo que Helder Sousa Jacobina e a sua família foram morar na casa da Rua Domingos Soares, a partir de 2016, fato reconhecido pelo denunciado em depoimentos à Polícia Federal e registrado em documentos oficiais.” 

De onde saíram espetacularmente há pouco mais de um ano. (Toni Rodrigues)

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